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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2012, ECONOMIA E INFRAESTRUTURA


Fazer previsões ou prognósticos é sempre uma tarefa de alto risco. Especialmente, se tratamos de matéria ou assunto de natureza econômica. Contudo, esse é um exercício que constantemente os economistas são instigados a fazer. "Cavacos do ofício" é o que podemos evocar, lembrando o dito popular, sem renegar ou lamentar nosso triste destino. Afinal, a esfera econômica talvez seja a principal variável que influencia o plano material e social de nossas cada vez mais complexas e interdependentes sociedades. Sendo assim, é natural que no campo das previsões para o ano que se inicia, sejamos incluídos dentre aqueles que devem expor as suas convicções e sensibilidades com o que poderá advir neste futuro próximo, dos doze seguintes meses do nosso calendário gregoriano.
O ano de 2011 nos trouxe com força as dimensões da crise global que se inicia em 2007/2008 e que para muitos havia sido superada em 2010, após o mergulho recessivo de boa parte das economias nacionais em 2009 – incluindo a brasileira. Entretanto, o que assistimos em 2011, nos centros principais da economia mundial? Crise estrutural das bases da unificação européia, sob regência da Alemanha, e manutenção da estagnação econômica dos Estados Unidos, apesar das injeções de vultosos recursos públicos em bancos, empresas e programas de amparo social a grupos mais vulneráveis.
Curiosamente, a partir da dinâmica de crescimento da China e da Índia, e do papel que suas respectivas demandas por matérias primas e alimentos exercem em economias como a brasileira, o que observamos é que é a periferia do capitalismo global que vem apresentando respostas mais adequadas ao atual momento de crise global. A pergunta que se torna inevitável, desse modo, é até que ponto será sustentável um processo dessa natureza? Em que medida as dificuldades da Europa e dos Estados Unidos poderão afetar o dinamismo desses gigantes emergentes asiáticos? E as dificuldades latentes dessas economias, e de suas conflituosas e hipercomplexas sociedades?
Encontrar respostas a essas perguntas é de sobremaneira importante para o próprio Brasil e suas autoridades. Desde os anos noventa, assumimos um novo modelo econômico, baseado na integração financeira e na abertura comercial do país à economia internacional. O custo dessa opção é traduzido em uma dinâmica de intenso endividamento interno da União, que restringe de forma importante a capacidade do Estado em sustentar e elevar as taxas de investimento na economia. É o setor privado, e especialmente o capital externo e multinacional, que nos dias de hoje responde pela maior parte das inversões produtivas, ainda que o papel financiador estatal seja relevante, particularmente através do BNDES. Essas grandes empresas, na verdade conglomerados envolvendo interesses nas áreas de construção, mineração, siderurgia, energia e atividades agroexportadoras, é que vem dando a tônica e a feição do desenvolvimento – se assim podemos chamá-lo – brasileiro.
O papel do Estado também é importante na regulação e definição de políticas e programas que respondem a carecimentos de grupos sociais mais vulneráveis e na elevação do poder de compra do salário mínimo. Essas iniciativas estatais, em conjunto com a expansão do mercado de crédito – a taxas de juros muito elevadas – vêm sustentando uma demanda interna importante, baseado no consumo das famílias, mas que começa a demonstrar limites, em decorrência das especificidades do mercado de trabalho (dinâmico exclusivamente na geração de empregos de baixa qualidade e remuneração) e da capacidade de endividamento de cada brasileiro.
O ano de 2012 se inicia de forma inversa – na ótica do governo – ao começo de 2011. Ao contrário do objetivo de se desacelerar o crescimento, a meta de um ano atrás, parece que agora o objetivo será o de se tentar manter a economia com um crescimento em torno de 4%. Mais do que isso faz com que as preocupações com a variação de preços, a valorização do real frente ao dólar, ou a drástica redução do saldo comercial do país tirem o sono das autoridades. Paradoxo cruel para os auto-rotulados neodesenvolvimentistas...
A preocupação também se volta para o comportamento das contas externas. O ano de 2011 não confirmou as previsões mais pessimistas para o saldo da balança comercial. Essa é uma variável importante, porque desde 2008 voltamos a conviver com déficits crescentes nas nossas transações correntes, por conta da evolução negativa da conta de serviços. Saldos da balança comercial atenuam o desequilíbrio da conta corrente. Mesmo assim, estamos fechando o ano de 2011 com um déficit corrente das contas externas de US$ 54 bilhões (o mercado financeiro estimava que esse buraco pudesse chegar a US$ 65 bilhões, em função da estimativa de saldo da balança comercial de apenas US$ 8 bilhões). O saldo comercial de 2011 surpreendeu – graças a Ásia – com um resultado positivo em torno de US$ 28 bilhões.
O vilão dessa história das contas externas é o resultado negativo e crescente, ano a ano, da conta de serviços. Na casa dos US$ 20 bilhões até 2004, entre 2005 e 2007 saltamos para a faixa dos US$ 30 bilhões, em 2008 e 2009 ficamos com saldos negativos de mais de US$ 50 bilhões, e, em 2010, chegamos a US$ 70 bilhões. Agora, em 2011, superamos a cifra negativa de US$ 80 bilhões. Para 2012, vamos nos aproximar dos US$ 90 bilhões, frente a uma previsão de redução do saldo da balança comercial, para US$ 23 bilhões. A estimativa é do próprio Banco Central, que projeta um déficit das contas correntes de US$ 65 bilhões.
Remessas de lucros (US$ 38 bilhões, em 2011, e estimativa de US$ 40 bilhões, para 2012), pagamento de juros da dívida externa, aluguel de máquinas e viagens internacionais são os itens que pressionam essas despesas com serviços, de forma estrutural, dada a participação do capital estrangeiro na economia nacional. Caminho, parece, sem volta da economia nacional.
Apesar dos números, a realidade dependente não preocupa ao governo. Mesmo com uma estimativa de redução da entrada de capitais externos na economia brasileira, a expectativa é que continuemos na mesma trilha que temos percorrido nos últimos anos, fechando nossas contas externas pela conta de capitais, com mais empréstimos e investimentos estrangeiros. Além, é claro, das vendas externas de commodities agrominerais. Por isso a importância, e torcida, para a demanda asiática continuar a sustentar nossas vendas ao exterior.
Resumindo: 2012 será mais do mesmo, até que os destinos do mundo global nos empurre para, de fato, nos assumirmos como país que deve procurar um caminho próprio para um verdadeiro desenvolvimento, menos dependente das condições externas da economia global, e das pressões do capital financeiro, e mais coerente com as necessidades materiais e sociais de nosso povo.
26/12/2011
Paulo Passarinho é economista

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O PRÍNCEPE VIROU SAPO

Em 1984, houve a emancipação de um distrito chamado Icapuí que pertencia ao município de Aracati. Logo após a emancipação deram-se as eleições, graças ao empenho da população, sob a liderança do então vereador José Ayrton. Esperava-se que no Ceará se efetivariam todas as esperanças de uma administração do tipo “o modo PT de governar”.

Ora, a maioria dos eleitores de Icapuí, do Brasil e quiçá do mundo, não tem a menor noção da diferença existente entre governo e poder. Imaginam que governar é um ato de querer, quando o certo é ter claro que governar é cometer atos subalternos ao poder, e o poder não é colocado nas disputas eleitorais.

Não se elegem as carreiras de Estado, dizendo melhor, não se elegem as forças armadas, policiais, o aparelho judiciário, a máquina administrativa, e são essas instituições que detêm o poder. E quando o governo quer extrapolar o seu mandato, o poder o depõe, e a história está cheia desses exemplos.

Pouco vale as intenções dos que aceitam a balela do “modo PT de governar”. A verdade é que a administração da cidade de Icapuí, assim como a de Fortaleza, e, posteriormente, de São Paulo, seguindo-se uma lista de prefeituras petistas deixaram claro que governar não é um ato de querer e seria sim um ato de poder. Esses chamados atos de querer podem ser dotados de boa fé, mesmo assim o que mais se vê é que o “modo petista de governar” municípios, estados e mesmo a Federação tem exposto os mais explosivos episódios de corrupção.

Vê-se quão esperta é a burguesia. Através de uma sequência de mentiras, ela consegue manobrar a sociedade de forma a lhe permitir conquistar grandes lucros à custa da exploração da classe trabalhadora. Vale refletir, entretanto, que a burguesia mente por dever de ofício. 

Sem a mentira ela não se sustentaria de pé. 

Triste é ver o papel do PT, PSB, PCdoB acalentando essas mentiras, contribuindo para a sustentação de um capitalismo exaurido. E foi assim que o príncipe Icapuí, de velhas datas, transformou-se em um pútrido sapo.

Gilvan Rocha
gilvanrocha50@gmail.com 
Presidente do Centro de Atividades e Estudos Políticos

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PSOL ENTRA COM REPRESENTAÇÃO CONTRA CID GOMES

O Psol Ceará entrou na manhã de hoje, 07/12, com representação junto ao Ministério Público Estadual contra o Governador Cid Gomes.
O Governador foi filmado em comemoração de cooperativa de empresários da construção civil. O vídeo foi amplamente divulgado no site www.youtube.com No vídeo, o Governador é flagrado divulgando informações privilegiadas a um grupo de empresários. CId Gomes propõe, de maneira absolutamente contrária à impessoalidade, legalidade e publicidade basilares da administração pública, um "rolo" que permitiria às empresas de construção civil, após a desapropriação de terrenos por parte do poder público estadual, a verticalização (construção de edificações) nestas áreas, o que seria bastante lucrativo à especulação imobiliária.
O PSol denúncia a conduta de Cid Gomes e pede investigações e providências legais ao Ministério Público.
A representação você pode ler aqui (arquivo padrão PDF)
Você pode acompanhar o trâmite do processo no site da Procuradoria Geral de Justiça do Ceará, clicando aqui Informe o número do processo : 34292 e o ano 2011.

FONTE: psol - Ce

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

OS INIMIGOS DE ALCÂNTARAS

Acima: OS INIMIGOS DOS PROFESSORES
Abaixo: OS INIMIGOS DOS UNIVERSITÁRIOS


 Em Alcântaras os atuais políticos sempre foram assim, carregados de incoerência e sempre voltados para a politicagem.

Os inimigos dos professores, na época da greve, quando faziam parte do Poder fizeram de tudo para não votar na melhoria dos salários dos professores. Um deles, apelidou os professores alcantarenses de burros. Atualmente os mesmos querem estar lado a lado da classe dos professores, fazendo reunião e tal.

Os inimigos dos Universitários, por sua vez, sempre mostraram total apoio aos estudantes, sempre... até o Poder acabar com isso. Agora que estão lá e podem fazer muito mais pelos alunos do ensino superior votam contra um projeto de lei que eles poderiam muito bem pegar e adaptar à realidade de Alcântaras, mas naõ fazem por onde. Até já chamaram os Universitários de egoístas!

Por isso que o PSOL de Alcântaras se mostra o Partido de mais coerência desse município. Na Greve estava lá, lado a lado dos Servidores Públicos. E atualmente o Partido dar o maior apoio para a classe estudantil.

Os dois lados que se mostram aí, cada vez mais provam que compartilham da mesma ideia: Poder, Politicagem, Dinheiro, voto. Não buscam o bem estar geral da população de Alcantaras. Os dois lados sempre ganham eleições através de compras de votos, malandragem, corrupção. Não queremos mais isso para Alcântaras, por isso existe o PSOL. Um partido diferente, que defende os mais reprimidos, que não usa de má-conduta para ganhar eleição, e que não ver o povo como mercadoria, como se estivesse em último lugar.

Acreditamos que político deve ter uma visão voltada para o futuro, deve buscar no hoje o melhor para o amanhã, não visando o voto, visando o bem estar de todos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

OS MELHORES SÃO DO PSOL!

CHICO ALENCAR
Ocorreu nesta segunda-feira, 7, a entrega do Prêmio Congresso em Foco, que procura valorizar os deputados e senadores que se destacam positivamente em sua atuação parlamentar.

O deputado Jean Wyllys foi indicado nas categorias “Melhor deputado” e “Parlamentar do futuro” e, nas duas, foi o segundo deputado mais votado. A escolha é feita por jornalistas e pela participação direta dos internautas.

Na categoria “Melhor deputado”, Chico Alencar recebeu 7.201 votos na votação dos internautas, seguido de Jean Wyllys, que ficou com 6.987 votos. A deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), que obteve 5.345 votos, foi a terceira mais votada. Chico, Jean e Manuela receberam troféus por conta da votação obtida. As honrarias foram entregues pelo diretor do Congresso em Foco, Sylvio Costa, e pelo diretor da Ambev Disraelli Galvão Guimarães.

Os três deputados da bancada do PSOL estiveram entre os mais votados:

IVAN VALENTE

Chico Alencar  (Psol-RJ)    7201 votos
Jean Wyllys  (Psol-RJ)    6987
Manuela D’Ávila  (PCdoB-RS)    5345
Ivan Valente  (Psol-SP)    4764
Luiza Erundina  (PSB-SP)    4564

Romário  (PSB-RJ)    4535

Na categoria “Parlamentar do futuro”, que distinguiu jovens deputados e senadores, o senador do PT Lindbergh Faria recebeu 6.005 votos. O petista travou disputa acirrada com o deputado Jean Wyllys, que obteve 5.161 votos. A deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), o deputado Reguffe (PDT-DF) e o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), completaram o time dos cinco parlamentares com menos de 45 anos que mais se destacaram no Congresso em 2011.

Prêmio
JEAN WYLLYS

Prêmio Congresso em Foco valoriza o trabalho dos deputados federais e senadores que se destacam positivamente no cumprimento de suas obrigações durante o mandato. O Prêmio Congresso em Foco 2011, que este ano teve como tema a construção da democracia, contou com o patrocínio da Ambev e da Petrobras. É apoiado pela Associação Nacional dos Peritos Criminais (APCF), pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo Sindicato Nacional dos Fiscais Federais e Agropecuários (ANFFA Sindical). Também apoiam o prêmio a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), a Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg), a Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), a Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef), a TIM, a Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).