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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PROStituição


A nossa realidade política partidária hoje, no Brasil, não havia chegado a um momento de tanta degradação, como vem ocorrendo nestes últimos anos, particularmente nestes dias.

            O Tribunal Superior Eleitoral – TSE deu legitimidade a dois partidos políticos com nítidas vocações fisiológicas: o Solidariedade e o PROS, Partido Republicano da Ordem Social. Este último, liderado por um obscuro ex-vereador de um pequeno município do estado de Goiás, é a expressão pronta e acabada do que poderia existir de mais nefasto no cenário desta pútrida república brasileira.

          Ironicamente, no que possam pesar às nossas mais profundas reservas, a agremiação política REDE DA SUSTENTABILIDADE, liderada pela ex-senadora Marina Silva, teve a solicitação de seu registro negada pela mais alta corte da justiça eleitoral. Na verdade, a REDE é ideologicamente conservadora, pois se limita às fronteiras do capitalismo e, politicamente amorfa, sem traços políticos definidos, não é situação nem oposição, no dizer de seus dirigentes.
            Porém, indiscutivelmente, a REDE DE SUSTENTABILIDADE é possuída de uma nítida conformação ideológica, bem ao contrário das outras duas agremiações aqui citadas, pois elas não limitam ao simples fisiologismo, quando buscam cargos e benesses nos diversos aparelhos de Estado, assim como acontece com as inúmeras legendas de aluguel. Elas são, também, despudoradamente organizadas para serem postas no balcão de negócios, vendendo tempo de televisão e subtraindo recursos do fundo partidário e, isso, é tristemente lamentável. Entretanto, isso reflete, com toda clareza, o grau de empobrecimento moral a que chegou a chamada “vida pública”.

          Temos que repudiar esses fatos, essas ocorrências, e buscar valorizar a atividade que deveria ser nobre, qual seja a atividade política, dando a ela um conteúdo de real compromisso, seja ele conservador, seja ele revolucionário, contudo dotado do mínimo de compostura.

Por Gilvan Rocha.

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